Zé Ramalho toca clássicos da música brasileira na 23ª Expobel
14.03.08
Depois de muita insistência, Zé Ramalho, artista paraibano, consagrado no Brasil e, porque não dizer, no mundo, concedeu uma entrevista coletiva com representantes da imprensa do Sudoeste. A coletiva foi bastante restrita. O artista, por censura de seu empresário, respondeu apenas três perguntas. Após a coletiva, que não durou mais de 15 minutos, o cantor fez fotos com alguns poucos empresários da região.
Durante o show, Zé tocou clássicos da sua carreira, além de músicas de outros compositores, como Gonzaguinha, Raul Seixas — Zé Ramalho já gravou um disco só com versões de músicas de Raul —, e músicas feitas com parcerias entre outros artistas, como a penúltima música do show, uma composição em parceria com Chitãozinho e Xororó. Clássicos de sua longa carreira também estiveram presentes no show. O público dançou e cantou junto com Zé, músicas como “Admirável Gado Novo”, “Avohai” e “Batendo na porta do céu”, esta última uma versão de um clássico, famoso na voz de Bob Dylan —cantor que se apresentou, recentemente, no Brasil —, chamada “Knock knock knocking on heavens door”.
Segundo o próprio cantor, durante a coletiva, a cada década seus fãs se renovam: “A duração dessa carreira deve-se também a uma dedicação de você gostar muito de fazer um trabalho como eu faço. Além disso, tenho muitas conexões no meu trabalho. Vários estilos que eu bebi: de música pop, de música de raiz do nordeste: Luiz Gonzaga, com Violeiro, juntando Beatles, Rolling Stones, Bob Dylan. Acho que todas essas misturas são muitas gerações que descobrem meu trabalho. De dez em dez anos eu sinto uma renovação do meu público, devido a esta fartura de coisas que influenciaram meu trabalho”, diz Zé Ramalho.
Questionado sobre a existência de algum ritual antes do show, motivo pelo qual a coordenação dos shows justificou a dificuldade da realização da coletiva, o cantor respondeu que o silêncio é um ritual. “O silêncio, uma concentração, é sempre muito importante pra gente entrar calmo no palco, pra não entrar nem ansioso; nem nervoso”.
No seu último disco, com o título sugestivo de “Parceria dos Viajantes”, Zé Ramalho toca suas músicas com várias participações especiais. “O último trabalho é um CD de músicas inéditas, com um detalhe: são muitos convidados que participaram do disco; convidados de várias fases da música brasileira, desde a banda Calypso, passando pela roqueira Pitty, Zélia Duncan, e Daniela Mercury”, comenta o cantor. E complementa: “ Eu reuni várias cantoras nesse meu disco, que resultou num trabalho que ganhou a indicação de melhor disco de música brasileira num outro Grammy Latino, o que me encheu de orgulho: perceber que meu trabalho, depois desses anos todos, continua envolvendo as pessoas e fazendo elas sentirem algo no meu trabalho que chama a atenção também”.
Até sábado, Zé Ramalho faz uma pequena turnê pelo Paraná, nas cidades de Cascavel e Maringá. O preço do ingresso para o show, que na 23ª Expobel custaram 15 reais na hora e 10 reais antecipado, em Maringá estão sendo vendidos por 100 reais. Segundo Arion Cavalheiro, presidente da ACEFB, que aproveitou a coletiva para ganhar um autógrafo no seu DVD do Zé Ramalho, esse fato comprova que a 23ª Expobel, a maior feira do sudoeste do Paraná, é uma feira super popular.
|
|
 |